Você decidiu empreender por liberdade, certo? Liberdade de tempo, de escolha, de impacto. Mas o que pouca gente fala é que essa jornada também pode se tornar uma prisão… quando o dinheiro vira um problema constante.
Nesse artigo, eu quero te ajudar a enxergar o dinheiro como um aliado, não um vilão. E mostrar, de forma simples e realista, como evitar os erros financeiros mais comuns que travam o crescimento de empreendedores incríveis — como você.
1. O mito do “reinveste tudo e pronto”
Logo nos primeiros meses do negócio, é comum ouvir o conselho: “reinveste tudo que você ganha”. Só que ninguém te explica como fazer isso com estratégia.
Sim, é importante reinvestir. Mas também é inteligente separar um pedacinho — mesmo que pequeno — para construir uma reserva de segurança pessoal. Afinal, se a empresa vai mal por um mês, quem segura a barra é você.
➡️ Dica real: pense como uma ponte entre presente e futuro. Você pode, sim, comprar ferramentas, investir em marketing ou capacitação… mas também precisa garantir que você durma tranquila se uma venda atrasar.
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2. Pessoa física e pessoa jurídica: misturar é sabotagem
Misturar as finanças do negócio com o dinheiro pessoal parece inofensivo no começo… mas logo vira um caos.
💡 Crie uma conta separada para sua empresa.
💡 Defina um pró-labore (mesmo que simbólico).
💡 Tenha clareza do que é lucro e do que é dinheiro da empresa.
Essa separação não é frescura — é o que vai te permitir crescer com clareza e tomar decisões mais seguras.
3. Fluxo de caixa: você não precisa ser boa em planilhas, só precisa começar
Se você sente calafrios só de ouvir “fluxo de caixa”, respira comigo: você não precisa ser expert, só precisa de organização básica e constância.
Comece com três colunas:
- Tudo que entra (vendas, serviços)
- Tudo que sai (custos, boletos, taxas)
- E o que sobra no final do mês
📌 Use a regra 50/30/20 adaptada:
- 50% para manter a operação
- 30% para reinvestir com inteligência
- 20% para criar sua reserva (ou pagar dívidas)
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4. Seu preço carrega o reflexo do seu valor
Muitas vezes, a gente cobra menos do que deveria porque tem medo de não vender. Ou porque acha que ninguém pagaria mais.
Mas o problema não está no cliente. Está em como você se enxerga.
Valor financeiro e valor pessoal caminham juntos. Quando você entende o impacto do que faz, você para de mendigar reconhecimento… e começa a comunicar seu valor com segurança.
5. Dinheiro é ponte, não é fim
A maior virada de chave para empreender com leveza é entender que dinheiro é ferramenta. Ele viabiliza seus projetos, dá liberdade para sua família, e permite que você viva com mais dignidade.
Ganhar dinheiro com propósito, ética e consciência é uma das formas mais poderosas de honrar seus dons.
🔗 Leia também: Marketing com propósito: como divulgar seu trabalho sem parecer forçado ou apelativo
💡 Conclusão: cuidar do dinheiro é honrar seu esforço
Você não começou a empreender à toa. Por trás desse sonho tem história, renúncia, coragem.
Então, que tal cuidar da parte financeira com o mesmo carinho que você cuida do seu produto ou serviço?
Não precisa ser perfeito. Mas precisa ser consciente.
🎯 Desafio prático: sua primeira planilha simples
Monte uma planilha (no Excel ou no caderno mesmo) com:
- Produtos/serviços que você oferece
- Quanto entra por cada um
- Seus custos fixos e variáveis
- Quanto sobra no fim
- Quanto você deseja tirar para você (meta de pró-labore)
Se você fizer isso por três meses seguidos, vai se surpreender com a clareza que isso traz.
🎥 Vídeo sugerido
Como organizar as finanças do seu negócio (mesmo começando do zero)
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Esse vídeo traz dicas práticas que funcionam mesmo se você for MEI ou autônoma.











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